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"Eu
sempre gostei de moto. Desde criança. Meu pai é que não deixava eu
andar. Quando cresci, continuei sonhando até o dia em que, aos 22 anos, já
trabalhava, comprei a moto sem ele saber. Coloquei lá em casa e falei que
era de um amigo, emprestada. Quando ele se acostumou com a idéia falei
que tinha comprado, aí já era tarde.
Sempre
gostei da velocidade. No início achei que era piloto de carro, vivia nos
pegas e ia no “retão” acelerar, mais era muito perigoso e se batesse
o carro não sei o que ia acontecer comigo. Então comprei uma moto, uma
agrale 27.5 preta, pra fazer trilha, pra andar dentro do mato, acordar
cedo, sentir o cheiro do orvalho. Nessa última corrida o terra Brasil,
teve um dia que a largada foi às 05h30 da manhã. Ver o sol nascer, em
cima da moto, antes de correr uma etapa do campeonato brasileiro, taí uma
coisa que me impulsiona a correr."
Ricardo
Medeiros
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